12 junho 2017

Solidão

Sendo humana, há muitas coisas das quais tenho medo e não tenho problema nenhum em admiti-lo. Contudo, há algo que me assusta mais que tudo o resto. A solidão é algo que me assusta e que tem realmente um impacto em mim.

Custa-me pensar em todos aqueles casos que idosos que morrem sozinhos em casa ou em camas de hospital ou que são abandonados num lar sem que nunca ninguém os vá visitar. Só por si, quando chegamos à velhice tornamo-nos pessoas mais solitárias, porque vamos perdendo os nossos amigos, o/a nosso/a companheiro/a; mas sermos, literalmente, abandonados pelas pessoas que nós amamos e que, supostamente, nos deviam amar também é algo que me revolta. Os pais cuidam dos filhos durante toda a vida - ou, pelo menos, até poderem fazê-lo; não mereceriam, no final das suas vidas, um resto de vida digno, feliz? Claro que mereciam. Ninguém merece viver sozinho/a, sofrer sozinho/a, morrer sozinho/a.

Mas há outro tipo de solidão que também me assusta. Assusta-me aquele tipo de solidão que sentimos que, mesmo quando estamos rodeados de pessoas, continuamos sozinhos no mundo. É isso que sentimos quando as pessoas que amamos nos deixam sem uma explicação. Se vão embora, ignorando tudo o que foi vivido, e nos deixam perdidos. Essa é a solidão que mais me mete medo. Porque viver, literalmente, sozinho é horrível, mas vivermos rodeados de gente e, ainda assim, sentirmos que estamos numa luta sozinhos e que ninguém nos compreende é ainda pior.

Por isso, eu só peço que todas as pessoas que são importantes para mim e que têm impacto na minha vida nunca me deixem. Peço que não se vão embora sem, pelo menos, uma explicação. Peço que não me deixem sozinha. E não peço isso só para mim; peço isso para todas as pessoas de quem gosto e peço que todas as pessoas que vivem sozinhas – literalmente ou não – possam recuperar a sua esperança e oportunidade de serem felizes.



[Peço imensas desculpas pela minha ausência e pela consequente falta de conteúdo no blogue, mas estou em época de estudo para os exames e não tenho tido tempo nem criatividade para trabalhar para vocês. Prometo que no início de julho voltarei em força. Entretanto, vão-me seguindo no Instagram do blogue.

21 maio 2017

Obrigada, Salvador!

Depois de toda a azáfama da novidade e de toda a felicidade, achei que deveria deixar aqui as minhas palavras de tributo ao Salvador Sobral, que nos levou, grandiosamente, à vitória da Eurovisão.

Na minha humilde opinião, Portugal deve um grande obrigada ao Salvador e, talvez, um pedido de desculpas. Devemos-lhe um agradecimento por ter levado o nome de Portugal mais além e um pedido de desculpas por todas as vezes que foi criticado por ser “estranho” e por todas as vezes em que foi difamado pelos seus compatriotas quando estava a representar o nosso país.

Salvador Sobral

E eu agradeço-lhe, de uma forma mais pessoal, por ser a pessoa incrível que é. Talvez eu vá contra uma grande maré de pessoas que ainda o acha “esquisitóide” e com uns “tiques manhosos”, quiçá um drogado, mas eu realmente acho que o Salvador pode ser visto como um modelo para todos nós pela lição que me/nos deu. E vou explicar-vos porquê.

O Salvador não é, nem tenciona ser, o estereótipo de pessoa que vai à Eurovisão – o que não é mau, muito pelo contrário. Nem a sua música o é. Contudo, e sabendo disso, Salvador manteve sempre a mesma postura durante todo o tempo: uma postura genuína, de quem está feliz com o seu trabalho e de quem não quer nem precisa de agradar a ninguém. Ele é prova de que não precisamos de mudar quem somos para agradar os outros. Cada um vale por si e o Salvador valeu por Portugal inteiro.

Assim, espero que todos tenhamos aprendido algo com esta vitória do Salvador. Não precisamos de ceder a estereótipos para ganhar alguma coisa na vida. Be yourself, no matter what they say.
 

16 maio 2017

Um fim de semana... Incrivel!

Olá, dreamers! Como estão?

Como vos disse no post de updates, a minha vida tem andado numa roda vida e eu tenho andado bastante cansada, devido às mil e uma coisa que andam a acontecer na minha vida ao mesmo tempo. Contudo, o nosso esforço e o nosso trabalho é sempre recompensado e é exatamente disso que vos venho falar hoje.

Há dois projetos extra blogosfera nos quais estou envolvida com muito orgulho e felicidade e que são dois dos grandes causadores da minha falta de tempo e cansaço acumulado. Um desses projetos são as Escolíadas - que é uma competição interescolas que envolve os distritos de Coimbra, Aveiro e Viseu e em que os alunos demonstram as suas capacidades para o teatro, música e/ou dança, artes plásticas e também a claque (grupo de que faço parte na minha escola) - e outro dos projetos é o grupo de dança de que faço parte, o Triple DC.

Como disse, são ambos projetos que ocupam bastante do meu tempo e que implicam muitas horas de trabalho, de treino intensivo e de preparação para as apresentações. Este ano, em ambos, passei/passámos por tempos conturbados. Se, no caso das Escolíadas, parecia não haver qualquer espírito e falta de empenho das pessoas; no caso do meu grupo de dança, a motivação andava abaixo de zero, na maioria dos casos, e as faltas eram mais que muitas. Assim, acho que ninguém esperava que as coisas corressem bem. 

E então aconteceu o fim de semana de 13 e 14 de maio.

Para a maioria das pessoas foi um fim de semana, relativamente, normal com alguns extras: o Papa veio a Portugal, o Benfica ganhou o campeonato (o que, honestamente, não me interessa nada), o Salvador ganhou a Eurovisão (yey!), mas nada de extraordinário.

Ora, eu achava que ia ter um fim de semana cansativo, que ia acabar sem voz e cheia de dores nas costas e nas pernas (o que, efetivamente, aconteceu) mas achei que ia ficar por aí. Contudo, não fiquei. Tive um dos melhores fins de semana da minha vida. Vivi momentos incriveis que nunca irei esquecer.

A minha escola conseguiu ficar em primeiro lugar na competição, passando assim à final com mais duas escolas e estando mais próxima do título final, que é o nosso objetivo. Mostrámos a união e o espírito de que todos duvidavam e levámos, mais uma vez, o nome da nossa escola mais longe.

Quanto ao meu grupo de dança, depois de uma atuação numa competição com grupos que achámos serem bem melhores que nós, em que saímos do palco com duas lesionadas, em que achámos que o último lugar era nosso de certeza... Eis que somos presenteadas com um terceiro lugar, de entre nove grupos. Sem dúvida que depois de uns últimos meses tão conturbados como aqueles que tivemos foi um bronze que soube a ouro e que nos levou às lágrimas de felicidade e orgulho.

Tudo isto para vos dizer que tive um fim de semana incrivel, com pessoas incriveis, em que fortaleci e criei laços de amizade e em que percebi que, por muito más que as coisas pareçam, o nosso esforço e trabalho é sempre recompensado

13 maio 2017

3 anos de Dreamcatcher


Dreamcatcher

Em três anos, muita coisa mudou na minha vida. Amores antigos terminaram, novas paixões surgiram; uns ciclos findaram e outros se iniciaram; novos desafios apareceram e novas batalhas se travaram. Tanta coisa mudou e só este blogue se manteve uma constante.

Durante estes três anos, tenho dedicado muitas horas a este blogue, horas essas que por vezes parecem não render, mas que acabam sempre por recompensar quando recebo o vosso retorno. Sem dúvida que há dias em que penso que todo o esforço não vale a pena, sobretudo naqueles dias em que passo horas em frente a uma página em branco e nada sai dali. Contudo, receber os vossos comentários e ter pessoas a elogiar o meu trabalho compensa sempre todo o desespero que, por vezes, sinto.

Aprendi muito acerca da blogosfera, é verdade, embora ainda me sinta uma verdadeira ignorante. Acho que aprendi, ou relembrei, que não tenho de escrever para agradar aos outros, mas escrever sobre o que gosto e o que realmente me interessa. Aprendi também que a Internet nos pode dar projetos e pessoas incríveis e estou muito grata por isso. Sou uma pessoa muito grata por poder pertencer a esta grande família da blogosfera.

Nos últimos tempos, sinto que o blogue tem “ganhado asas” e tem alcançado novas coisas. Chegámos aos 68 seguidores – uma margem que nunca esperei atingir -, temos um total de mais de 20 mil visualizações e tenho conseguido alcançar bastante feedback  da vossa parte desde que comecei a fazer parte de um projeto incrível chamado ACMA – A Cultura Mora Aqui.

Por isto tudo e muito mais, deixo-vos aqui o meu muito obrigada. Do fundo do meu coração, obrigada! Que venham mais três anos muitas vezes e que a família Dreamcatcher continue a crescer sempre e sempre.

Beijinhos,
Inês Martins
 

06 maio 2017

#Novidades 4

Olá, dreamers! Sei que ultimamente tenho andado ausente, mas é exatamente sobre isso que venho falar neste meu post de updates.  

O final de abril foi atribulado, uma vez que tive um acampamento de quatro dias em que estive, praticamente incontactável. Depois, o começo de maio foi igualmente atribulado porque tenho andado bastante cansada, com muitas horas de sono em atraso, com imensas coisas a acontecer ao mesmo tempo que exigem de mim muito tempo e ainda o meu aniversário, na 3ªfeira, dia 2. 

Não sei ainda quando conseguirei retomar as publicações regulares no blogue, uma vez que este terceiro período de aulas vai ser muitíssimo pequeno. Este mês e meio que resta vai passar a correr e, por isso, eu não vou ter mãos a medir com tantas coisas para fazer em tanto pouco tempo, tendo em conta que vou fazer dois exames de disciplinas bienais em junho. 

Assim sendo, eu vou ficar um pouco mais afastada do blogue. Neste momento, tenho duas publicações escritas que hão de sair em breve, mas depois disso ainda não sei como será. Vou mantendo o contacto pela página de Facebook do blogue e também pelo Instagram do blogue, por isso acompanhem-me para saber o que vai acontecendo. :)

Um beijinho e até breve!